Publicações sobre a Imagem Corporal

Tradução e Adaptação da Escala CARSAL/CARVAL para Portugal: Estudo psicométrico

Resumo: O presente estudo tem como objetivo a tradução, adaptação e análise das propriedades psicométricas do instrumento CARSAL/CARVAL. A amostra foi constituída por 202 adultos, com idades entre os 18 e os 68 anos, oriundos de várias regiões de Portugal Continental e Ilhas. Avaliaram-se neste estudo, questões sociodemográficas; dois aspetos do auto-esquema da aparência; o investimento esquemático, a autoconsciência da aparência; e os afetos positivos e afetos negativos. A análise fatorial exploratória permitiu a identificação da estrutura fatorial subjacente, confirmando os itens de cada dimensão. Os resultados sugerem índices de consistência interna adequados em ambas as dimensões, verificando-se a homogeneidade das variáveis. A análise fatorial confirmatória apresentou bom ajustamento, apontando para um modelo ajustado a dois fatores, composto por 13 itens. A CARSAL/CARVAL, apresenta-se como um instrumento psicometricamente robusto, na avaliação dos dois aspetos do auto-esquema da aparência (saliência/valência).

Palavras-chave: Aparência; auto-esquema; saliência; valência; análise fatorial.

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Imagem Corporal Positiva em Estudantes do Ensino Superior

RESUMO: A área da investigação da imagem corporal tem-se debruçado sobre os constructos associados à satisfação e insatisfação coma imagem corporal, onde a imagem corporal positiva se tem afirmado na avaliação de como os indivíduos apreciam o seu próprio corpo. Concebeu-se um estudo quantitativo de caracter exploratório, com o objetivo de analisar possíveis relações, diferenças e preditores entre as preocupações com a forma corporal, a imagem corporal positiva e as características sociodemográficas de estudantes universitários de várias instituições do Ensino Superior emPortugal (n=556). Os resultados apontam-nos para a variável sexo como preditora das preocupações com a forma corporal, em que o sexo feminino demonstra maior preocupação com o corpo em relação ao sexo masculino.Contudo, apesar da amostra em estudo ser minoritariamente do sexo masculino, estes, apresentam uma imagem corporal positiva ligeiramente superior em relação ao sexo feminino. As preocupações com a forma corporal parecem ser uma variável preditora do (in)sucesso escolar dos estudantes a frequentar o Ensino Superior, podendo este papel reverter-se quando o desenvolvimento da construção da Imagem Corporal dos estudantes em contexto universitário. Estudos futuros devem ser direcionados na avaliação das facetas que influenciam uma Imagem Corporal Positiva, tendo em consideração outras variáveis, tais como, o Índice de Massa Corporal, desempenho académico, hábitos de vida saudáveis, entre outros.

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Autoconsciência e investimento esquemático da aparência em indivíduos com deficiência visual

Objetivo: A Autoconsciência da Aparência tem sido alvo de recente investigação em vários contextos, sendo desconhecidos estudos realizados em indivíduos com deficiência visual. Propõe-se com este estudo, compreender a Autoconsciência da Aparência em pessoas com deficiência visual. Método: Participaram 104 indivíduos (43 com cegueira congénita, 19 com baixa visão congénita, 23 com cegueira adquirida e 19 com baixa visão adquirida)que responderam a um conjunto de questionários quer disponibilizados on-line, quer de forma presencial, tendo sido adicionada a opção de resposta “não se aplica” em todos os itens da versão reduzida da Derriford Appearance Scale(DAS-24) e Appearance Scale Inventory(ASI-R). Resultados: Todos os instrumentos utilizados apresentaram bons índices de consistência interna. Não se verificaram diferenças significativas noInvestimento Esquemático e Autoconsciência da Aparênciaentre os tipos de deficiência visual. Os participantes com baixa visão congénita e baixa visão adquirida, apresentaram maior desconforto com a sua aparência, em comparação com osparticipantes com cegueira congénita e cegueira adquirida. O Afeto Negativo revelou-se preditor do investimento esquemático e autoconsciência da aparência.Conclusões: Preocupações da aparência em indivíduos com deficiência visual são generalizadas, ocorrendo internalização dos ideais do corpo também em sujeitos sem visão. O Afeto Negativo é um preditor do Investimento Esquemático e Autoconsciência da Aparência.

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Versão Portuguesa Reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14): análise fatorial exploratória e confirmatória

Objetivo: Pretende-se com este estudo, apresentar uma versão reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24) para a população portuguesa. Método: Após análise de seis amostras recolhidas entre os anos 2010 e 2017, num total de 1016 participantes que responderam a questões relacionadas com o investimento esquemático da aparência e autoconsciência da aparência (DAS-24), solicitou-se autorização aos autores da versão portuguesa e versão original da DAS-24 a redução da escala para 14 itens. Resultados: A DAS-14 apresentou um bom índice de consistência interna, quer na amostra não-clínica (α de Cronbach = 0,91), quer na amostra clínica (α de Cronbach = 0,88). A análise fatorial confirmatória apresentou um ajustamento aceitável, quer para a amostra não clínica (χ2/gl = 1,17; GFI= 0,95; CFI= 0,99; TLI= 0,98; RMSEA= 0,028; p[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,92], quer para a amostra clínica (χ2/gl = 1,36; GFI= 0,94; CFI= 0,98; TLI= 0,96; RMSEA= 0,047; p[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,56]. Conclusões: A DAS-14 apresenta-se psicometricamente robusta na avaliação da autoconsciência da aparência em amostras da população geral e clínica.

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Autoconsciência da aparência e a adaptação no ensino superior: Estudo exploratório

Contexto: A Psicologia da Aparência tem merecido pouca atenção dos investigadores portugueses. As representações contemporâneas do corpo ideal (magro, atlético e com formas), muito avolumadas pelos meios de comunicação social e redes sociais, criam frequentemente a insatisfação com a aparência. Estudos recentes referem que os estudantes universitários se encontram insatisfeitos com a imagem corporal.

Objetivo: Avaliar possíveis relações entre as preocupações com aparência, nomeadamente a autoconsciência da aparência, e a adaptação ao Ensino Superior por parte de estudantes portugueses.

Método: Exploratório e quantitativo. Participaram 206 estudantes do Ensino Superior, tendo respondido a um Questionário Sociodemográfico, à versão portuguesa reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14) e ao Questionário de Adaptação ao Ensino Superior (QAES).

Resultados: Verificaram-se diferenças significativas na DAS-14 (autoconsciência da aparência) entre os sexos; correlação moderada entre a DAS-14 e a dimensão adaptação pessoal-emocional e relações fracas entre a DAS- 14 e as restantes dimensões do QAES (adaptação interpessoal, adaptação à instituição, adaptação académica, compromisso com o curso e desenvolvimento de carreira). A autoconsciência da aparência apresenta-se quer como variável preditora, quer como variável de resposta na dimensão adaptação pessoal-emocional.

Conclusão: Existe relação entre o sexo a autoconsciência da aparência. Os estudantes que têm menor concentração nos sentimentos negativos no corpo têm uma maior relação com as dimensões sociais, cognitivas e contextuais da adaptação ao ensino superior. As preocupações com a aparência e a adaptação pessoal- emocional influenciam-se mutuamente, isto é, a aceitação da aparência parece ser relevante para a adaptação e para o desenvolvimento da identidade dos adultos emergentes. O estudo abre futuras investigações na área da Psicologia da Aparência.

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Imagem Corporal Positiva em Adultos Emergentes: um estudo em contexto Universitário

Propomos com este estudo, contribuir para uma melhor compreensão da imagem corporal positiva em adultos emergentes. 240 indivíduos com idade entre os 18 e os 25 anos, responderam a um questionário on-line constituído por um questionário sociodemográfico, a escala Body Appreciation Scale e Body Shape Questionnaire. Ambos os instrumentos apresentam bons índices de consistência interna e homogeneidade das variáveis (BSQ-KMO=.96(X2(496)=5720.54),a=.97; BAS-KMO=.93(X2(78)=2084.33), a=.94), existindo fortes níveis de intensidade e associação negativa entre as dimensões unidimensionais. Encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre a variável sexo e a perceção com a forma corporal. O sexo feminino apresenta uma imagem corporal menos positiva e uma maior preocupação com a forma corporal em relação ao sexo masculino, tendo-se verificado a variável sexo como um possível preditor da preocupação com a forma corporal. Sendo o desenvolvimento do adulto emergente e a construção da imagem corporal positiva considerados processos idiossincrásicos, a contribuição deste estudo permite reforçar a fiabilidade de ambos os instrumentos numa amostra de “adultos emergentes), tendo-se verificado que apesar das diferenças estatisticamente significativas entre o sexo feminino e sexo masculino, 75% dos participantes apresentam uma imagem corporal positiva e baixos níveis de preocupação com a forma corporal.

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Influence of Personality Traits in Self-Evaluative Salience, Motivational Salience and Self-Consciousness of Appearance

The aim of this study was to understand the possible influence of personality traits on the importance and significance of perception of body image and self-awareness of appearance in individuals. 214 online recruited subjects between the ages of 17 and 64 years answered to a socio-demographic questionnaire, the Portuguese version of the instruments NEO-FFI (NEO-Five Factor Inventory), ASI-R (The Appearance Schemas Inventory – Revised) and DAS-24 (Derriford Appearance Scale – short). It was found that age, Neuroticism and Agreeableness dimensions significantly influence an individual’s investment in body image and self-awareness of appearance. Sexual orientations differed with regard to Self-Evaluative Salience and Self-Consciousness of Appearance. The performed analysis showed that neuroticism and agreeableness are related to Self-Evaluative Salience and Self-Consciousness of Appearance.

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Análise Fatorial da Versão Portuguesa da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24)

As preocupações com a aparência têm vindo a ter um crescente interesse ao nível da investigação. Pretende-se avaliar a validade fatorial e a fiabilidade da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24) na população portuguesa. Quinhentos e oito sujeitos, participaram neste estudo, utilizando uma amostra por conveniência. Os participantes responderam a questões sociodemográficas, questões relacionadas com o investimento esquemático da aparência e a autoconsciência da aparência. A DAS-24 apresentou um bom índice de consistência interna (α = 0,91). Através dos resultados obtidos na análise fatorial confirmatória (AFC), apresenta um ajustamento aceitável (χ2/df = 2,5; GFI = 0,912; CFI = 0,925; TLI = 0,909; RMSEA = 0,054; p [rmsea ≤ 0,05] = 0,130). A DAS-24, na população portuguesa, apresenta-se psicometricamente robusta na avaliação da autoconsciência da aparência, tornando-se uma escala aplicável e aceitável da versão original.

 

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