Category Archive Estudos – Imagem Corporal

Imagem Corporal Positiva em Estudantes do Ensino Superior

RESUMO: A área da investigação da imagemcorporal tem-se debruçado sobre os constructosassociados à satisfação e insatisfação coma imagem corporal, onde a imagem corporalpositiva se tem afirmado na avaliação decomo os indivíduos apreciam o seu própriocorpo. Concebeu-se um estudo quantitativo decaracter exploratório, com o objetivo de analisarpossíveis relações, diferenças e preditoresentre as preocupações com a forma corporal,a imagem corporal positiva e as característicassociodemográficas de estudantes universitáriosde várias instituições do Ensino Superior emPortugal (n=556). Os resultados apontam-nos para a variável sexo como preditora daspreocupações com a forma corporal, em queo sexo feminino demonstra maior preocupaçãocom o corpo em relação ao sexo masculino.Contudo, apesar da amostra em estudo serminoritariamente do sexo masculino, estes,apresentam uma imagem corporal positivaligeiramente superior em relação ao sexofeminino. As preocupações com a formacorporal parecem ser uma variável preditora do(in)sucesso escolar dos estudantes a frequentaro Ensino Superior, podendo este papel reverter-se quando o desenvolvimento da construçãoda Imagem Corporal dos estudantes emcontexto universitário. Estudos futuros devem ser direcionados na avaliação das facetas que influenciam uma Imagem Corporal Positiva, tendo em consideração outras variáveis, tais como, o Índice de Massa Corporal, desempenho académico, hábitos de vida saudáveis, entre outros.

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Autoconsciência e investimento esquemático da aparência em indivíduos com deficiência visual

Objetivo: A Autoconsciência da Aparência tem sido alvo de recente investigação em vários contextos, sendo desconhecidos estudos realizados em indivíduos com deficiência visual. Propõe-se com este estudo, compreender a Autoconsciência da Aparência em pessoas com deficiência visual. Método: Participaram 104 indivíduos (43 com cegueira congénita, 19 com baixa visão congénita, 23 com cegueira adquirida e 19 com baixa visão adquirida)que responderam a um conjunto de questionários quer disponibilizados on-line, quer de forma presencial, tendo sido adicionada a opção de resposta “não se aplica” em todos os itens da versão reduzida da Derriford Appearance Scale(DAS-24) e Appearance Scale Inventory(ASI-R). Resultados: Todos os instrumentos utilizados apresentaram bons índices de consistência interna. Não se verificaram diferenças significativas noInvestimento Esquemático e Autoconsciência da Aparênciaentre os tipos de deficiência visual. Os participantes com baixa visão congénita e baixa visão adquirida, apresentaram maior desconforto com a sua aparência, em comparação com osparticipantes com cegueira congénita e cegueira adquirida. O Afeto Negativo revelou-se preditor do investimento esquemático e autoconsciência da aparência.Conclusões: Preocupações da aparência em indivíduos com deficiência visual são generalizadas, ocorrendo internalização dos ideais do corpo também em sujeitos sem visão. O Afeto Negativo é um preditor do Investimento Esquemático e Autoconsciência da Aparência.

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Autoconsciência da aparência e a adaptação no ensino superior: Estudo exploratório

Contexto: A Psicologia da Aparência tem merecido pouca atenção dos investigadores portugueses. As representações contemporâneas do corpo ideal (magro, atlético e com formas), muito avolumadas pelos meios de comunicação social e redes sociais, criam frequentemente a insatisfação com a aparência. Estudos recentes referem que os estudantes universitários se encontram insatisfeitos com a imagem corporal.

Objetivo: Avaliar possíveis relações entre as preocupações com aparência, nomeadamente a autoconsciência da aparência, e a adaptação ao Ensino Superior por parte de estudantes portugueses.

Método: Exploratório e quantitativo. Participaram 206 estudantes do Ensino Superior, tendo respondido a um Questionário Sociodemográfico, à versão portuguesa reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14) e ao Questionário de Adaptação ao Ensino Superior (QAES).

Resultados: Verificaram-se diferenças significativas na DAS-14 (autoconsciência da aparência) entre os sexos; correlação moderada entre a DAS-14 e a dimensão adaptação pessoal-emocional e relações fracas entre a DAS- 14 e as restantes dimensões do QAES (adaptação interpessoal, adaptação à instituição, adaptação académica, compromisso com o curso e desenvolvimento de carreira). A autoconsciência da aparência apresenta-se quer como variável preditora, quer como variável de resposta na dimensão adaptação pessoal-emocional.

Conclusão: Existe relação entre o sexo a autoconsciência da aparência. Os estudantes que têm menor concentração nos sentimentos negativos no corpo têm uma maior relação com as dimensões sociais, cognitivas e contextuais da adaptação ao ensino superior. As preocupações com a aparência e a adaptação pessoal- emocional influenciam-se mutuamente, isto é, a aceitação da aparência parece ser relevante para a adaptação e para o desenvolvimento da identidade dos adultos emergentes. O estudo abre futuras investigações na área da Psicologia da Aparência.

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Imagem Corporal Positiva em Adultos Emergentes: um estudo em contexto Universitário

Propomos com este estudo, contribuir para uma melhor compreensão da imagem corporal positiva em adultos emergentes. 240 indivíduos com idade entre os 18 e os 25 anos, responderam a um questionário on-line constituído por um questionário sociodemográfico, a escala Body Appreciation Scale e Body Shape Questionnaire. Ambos os instrumentos apresentam bons índices de consistência interna e homogeneidade das variáveis (BSQ-KMO=.96(X2(496)=5720.54),a=.97; BAS-KMO=.93(X2(78)=2084.33), a=.94), existindo fortes níveis de intensidade e associação negativa entre as dimensões unidimensionais. Encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre a variável sexo e a perceção com a forma corporal. O sexo feminino apresenta uma imagem corporal menos positiva e uma maior preocupação com a forma corporal em relação ao sexo masculino, tendo-se verificado a variável sexo como um possível preditor da preocupação com a forma corporal. Sendo o desenvolvimento do adulto emergente e a construção da imagem corporal positiva considerados processos idiossincrásicos, a contribuição deste estudo permite reforçar a fiabilidade de ambos os instrumentos numa amostra de “adultos emergentes), tendo-se verificado que apesar das diferenças estatisticamente significativas entre o sexo feminino e sexo masculino, 75% dos participantes apresentam uma imagem corporal positiva e baixos níveis de preocupação com a forma corporal.

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Influence of Personality Traits in Self-Evaluative Salience, Motivational Salience and Self-Consciousness of Appearance

The aim of this study was to understand the possible influence of personality traits on the importance and significance of perception of body image and self-awareness of appearance in individuals. 214 online recruited subjects between the ages of 17 and 64 years answered to a socio-demographic questionnaire, the Portuguese version of the instruments NEO-FFI (NEO-Five Factor Inventory), ASI-R (The Appearance Schemas Inventory – Revised) and DAS-24 (Derriford Appearance Scale – short). It was found that age, Neuroticism and Agreeableness dimensions significantly influence an individual’s investment in body image and self-awareness of appearance. Sexual orientations differed with regard to Self-Evaluative Salience and Self-Consciousness of Appearance. The performed analysis showed that neuroticism and agreeableness are related to Self-Evaluative Salience and Self-Consciousness of Appearance.

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