Category Archive Estudos – Diferenças Visíveis

Imagem Corporal Positiva em Estudantes do Ensino Superior

RESUMO: A área da investigação da imagemcorporal tem-se debruçado sobre os constructosassociados à satisfação e insatisfação coma imagem corporal, onde a imagem corporalpositiva se tem afirmado na avaliação decomo os indivíduos apreciam o seu própriocorpo. Concebeu-se um estudo quantitativo decaracter exploratório, com o objetivo de analisarpossíveis relações, diferenças e preditoresentre as preocupações com a forma corporal,a imagem corporal positiva e as característicassociodemográficas de estudantes universitáriosde várias instituições do Ensino Superior emPortugal (n=556). Os resultados apontam-nos para a variável sexo como preditora daspreocupações com a forma corporal, em queo sexo feminino demonstra maior preocupaçãocom o corpo em relação ao sexo masculino.Contudo, apesar da amostra em estudo serminoritariamente do sexo masculino, estes,apresentam uma imagem corporal positivaligeiramente superior em relação ao sexofeminino. As preocupações com a formacorporal parecem ser uma variável preditora do(in)sucesso escolar dos estudantes a frequentaro Ensino Superior, podendo este papel reverter-se quando o desenvolvimento da construçãoda Imagem Corporal dos estudantes emcontexto universitário. Estudos futuros devem ser direcionados na avaliação das facetas que influenciam uma Imagem Corporal Positiva, tendo em consideração outras variáveis, tais como, o Índice de Massa Corporal, desempenho académico, hábitos de vida saudáveis, entre outros.

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Versão Portuguesa Reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14): análise fatorial exploratória e confirmatória

Objetivo: Pretende-se com este estudo, apresentar uma versão reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24) para a população portuguesa.

Método: Após análise de seis amostras recolhidas entre os anos 2010 e 2017, num total de 1016 participantes que responderam a questões relacionadas com o investimento esquemático da aparência e autoconsciência da aparência (DAS-24), solicitou-se autorização aos autores da versão portuguesa e versão original da DAS-24 a redução da escala para 14 itens.

Resultados: A DAS-14 apresentou um bom índice de consistência interna, quer na amostra não-clínica (α de Cronbach = 0,91), quer na amostra clínica (α de Cronbach = 0,88). A análise fatorial confirmatória apresentou um ajustamento aceitável, quer para a amostra não clínica (χ2/gl = 1,17; GFI= 0,95; CFI= 0,99; TLI= 0,98; RMSEA= 0,028; p[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,92], quer para a amostra clínica (χ2/gl = 1,36; GFI= 0,94; CFI= 0,98; TLI= 0,96; RMSEA= 0,047; p[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,56].

Conclusões: A DAS-14 apresenta-se psicometricamente robusta na avaliação da autoconsciência da aparência em amostras da população geral e clínica.

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The provision of specialist psychosocial support for people with visible differences: A European survey

A substantial body of research has demonstrated the challenges commonly facing people with visible dif- ferences (disfigurements) and explored the potential benefits offered by specialist psychosocial support and intervention for those who are negatively affected. However, little is known about the availability of such support in Europe for people whose appearance is in any way different to ‘the norm’. This sur- vey of 116 psychosocial specialists from 15 European countries, working with a range of patient groups, has shown a tendency for specialists to prioritise Cognitive-behavioural-based approaches, amongst a wide range of other approaches and interventional techniques. It indicates variations in the availability of support, and a perceived need for improved access to interventions, additional training, and greater awareness of the psychosocial issues associated with visible differences.

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Análise Fatorial da Versão Portuguesa da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24)

As preocupações com a aparência têm vindo a ter um crescente interesse ao nível da investigação. Pretende-se avaliar a validade fatorial e a fiabilidade da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24) na população portuguesa. Quinhentos e oito sujeitos, participaram neste estudo, utilizando uma amostra por conveniência. Os participantes responderam a questões sociodemográficas, questões relacionadas com o investimento esquemático da aparência e a autoconsciência da aparência. A DAS-24 apresentou um bom índice de consistência interna (α = 0,91). Através dos resultados obtidos na análise fatorial confirmatória (AFC), apresenta um ajustamento aceitável (χ2/df = 2,5; GFI = 0,912; CFI = 0,925; TLI = 0,909; RMSEA = 0,054; p [rmsea ≤ 0,05] = 0,130). A DAS-24, na população portuguesa, apresenta-se psicometricamente robusta na avaliação da autoconsciência da aparência, tornando-se uma escala aplicável e aceitável da versão original.

 

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Desfiguramento Facial Adquirido: Breve Revisão Narrativa

Em 2010, o Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE) indicou que anualmente se realizam cerca de 40 000 médias e grandes cirurgias reconstrutiva e estética. Apesar da sua etiologia, justifica-se uma maior dedicação na investigação deindivíduos que por trauma ou doença perderam a sua “identidade” apresentando umdesfiguramento facial.

Pretende-se com o presente artigo apresentar uma breve contextualização que descreva o desenvolvimento sobre o desfiguramento facial adquirido causado pela doença (cancro cabeça e pescoço) ou originado pelo trauma (queimados, agressão, outros), recorrendo a literatura publicada em livros e artigos científicos, fazendo também referência a instrumentos validados para a população portuguesa que permitem avaliar o investimento da imagem corporal (ASI-R) e avaliar a autoconsciência da aparência (DAS-24). Referenciar as necessidades e questões psicossociais mais comuns, o tipo de intervenção, a importância do apoio social e quais as estratégias de coping mais frequentes no ajustamento ao desfiguramento facial adquirido.

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Mirror Therapy: Can be this technique used on facial disfigurement?

In this literature review we aim to understand the importance of the mirror in the daily life of the individual and understand if the mirror can be used as a strategy, assessment and/or intervention in individuals presenting with facial disfigurement caused by trauma or disease. Resorting to the Psychology and Behavioral Sciences Collection and PsyARTICLES databases, articles that focus on the mirror as therapy were selected. The review suggested that the mirror has been used as a therapeutic strategy, in various contexts (phantom limb pain, substance abuse, hemiplegia, facial paralysis, rehabilitation, dexterity, stroke, body dissatisfaction) with promising results. Recently, a mirror technique has been researched and developed in women who underwent mastectomy, exploring the experience of viewing self in the mirror after surgery (disfigurement). Using the mirror in clinical context is an idiosyncratic and delicate process. The mirror therapy in disfigurement has, recently, focused in the assessment and intervention in women who underwent mastectomy, thus justifying the need to explore this therapy in individuals with facial disfigurement.

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